sexta-feira, 9 de setembro de 2011

As grutas do Monte da Guia


Num semi-rígido (mais rígido e saltitão do que eu supunha) fomos, Ana Loura e eu, a caminho das maravilhas que o nosso canal tem. Filipe Porteiro foi falando do que se passa no fundo deste canal que há milhares de anos esteve com tão pouca água, que quase se ia a pé do Pico ao Faial; do cemitério de um hidroavião que eu vi cair numa bela tarde, na baía da Horta. Foi no dia 11 do mês 11 de 1956, dia dos meus 11 anos e nunca mais poderei esquecer aquelas terríveis imagens.

Apaziguando a minha memória, vieram estas imagens magníficas das entranhas do Monte da Guia. Não fora o mar mexido e o enjôo iminente, poderiam ter sido mais e melhores estas fotos. Fiquei extasiada com o azul feérico daquele mar, das cores flamantes dum enorme caranguejo, que nunca consegui focar! Lindo, lindo, lindo!!!





terça-feira, 6 de setembro de 2011

Em Espinho... Construções na Areia

Vim dos Açores a Lisboa de propósito para ser júri da Final Nacional das Construções na Areia, este ano em ESPINHO. Costumamos sair ao sábado, sendo a prova ao Domingo. Nem reparei nos dias 2 e 3 de Setembro...!!!
Telefono na 6ª feira para combinar a saída no dia seguinte. Já tinha sido!!! Deram-me 1/4 de hora e ainda apanhei o último jeep. Esqueci-me do carregador do telemóvel. Esqueci-me do carregador da máquina fotográfica... e de outras coisas. Mas, digo-vos, o prazer que tenho, ao ver e classificar estes trabalhos bem interessantes, ultrapassa qualquer arrelia.







(À margem da prova oficial, antigos concorrentes fizeram as suas construções. Pelo rasgar do "desenho" da construção, pelo depurar do traço, adivinhei um antigo jovem a quem tinha vaticinado a ida para arquitectura. Já está terminando "Design de Equipamento"! Não me lembrava do jovem, mas lembrava-me da sua obra. Já lá iam 6 a 8 anos!!!)

domingo, 4 de setembro de 2011

Em Espinho...

... e lá seguimos até Espinho, para a Final Nacional das Construções na Areia.

À chegada fomos até ao Museu. Construído a partir da Antiga Fábrica de Conservas, que forneceu as tropas portuguesas na 1ª Guerra Mundial e que em 1939 saíu da falência graças à 2ª Grande Guerra, fornecendo os alemães e os nossos aliados. (Afinal há caminhos ínvios que nos fazem acreditar que a desgraça às vezes despoleta soluções salvadoras. É sempre preciso acreditar e não baixar os braços).
Este novo museu reserva-nos espaços que albergam variadas e belíssimas exposições.














sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Tenho andado... (1)

A minha ex-sogra veio até ao Faial. Trouxe-me a jovialidade dos seus 94 anos!!!

D.Elvira e eu, tendo o Pico ao fundo e S.Jorge à esquerda.


Lá atrás S.Jorge e... Graciosa!!!

A baía da Horta

sábado, 9 de julho de 2011

E o Pico...lá longe...

Hoje vi o Pico soerguendo-se por detrás de S. Jorge... Beleza tamanha!!! Daqui, da Graciosa o Faial não se deixou ver... Coisas das ilhas, do tempo, dos tempos, de nós que nos acolhemos onde por vezes o azul tudo come... Azuis que nos transportam a miríades de gotas de luz que em flecha traçam o mar...azul...e ainda mais azul...
(eu hoje estou de todo!!!)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Silhuetas na paisagem

Andando... sempre andando;

e olhando... sempre olhando!!!

O sol ajudou!!!
O sol sempre ajuda a definir:
formas,
texturas,
cores e sombras...


Estes troncos retorcidos deram-me a verdadeira dimensão da nossa subtil e fugidia presença.

terça-feira, 28 de junho de 2011

De "A Deusa da Chuva"...

"Rodeado de claridades tomba o silêncio.
O rumor das essências busca, o fresquíssimo
e gotejante cheiro a luz perseguida."






"Mas ainda esse peso rubro, o crepúsculo.
Emancipa-se até ser sombra, cai
de bruços onde quer ser música"


in "A Deusa da Chuva" de Eduardo Bettencourt Pinto