sábado, 5 de março de 2011

Parque Natural do Faial...



O Parque Natural do Faial foi o escolhido para representante português no Concurso Europeu de Destinos de Excelência - “EDEN” (http://ec.europa.eu/enterprise/sectors/tourism/eden/what-is-eden/index_pt.htm).
Entre as onze candidatura de várias zonas do País (Arouca, Peneda Gerês, Vale de Sousa, Zona do Dão, Pico, entre outros), refira-se candidaturas de alto relevo, o Parque Natural ficou em primeiro lugar, sendo por esta via o primeiro destino turístico português de Excelência.
Este concurso europeu, destinado a promover a excelência em matéria de turismo, desenvolve-se em torno de um tema anual que tem subjacente a temática do desenvolvimento sustentável e que é escolhido, em conjunto, pela Comissão Europeia e pelas mais importantes organizações nacionais de turismo, com vista a evidenciar o melhor que as regiões europeias podem oferecer ao seus visitantes.
Destaca-se que o jurí do concurso era presidido pelo Dr. Guilherme Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, integrando ainda a Dra. Adília Lisboa, presidente da Comissão Executiva da Confederação do Turismo Português; Dr. António Perez Metêlo, Jornalista e o Dr. Luís Patrão, Presidente do Turismo de Portugal I.P., o que realça a distinção atribuída ao Parque Natural do Faial.
Tendo em conta que o Faial irá representar o país, solicito a Vossa colaboração na divulgação desta importante notícia.
O sucesso da candidatura internacional depende de todos nós.

Visite o Parque Natural do Faial:
PNF: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Natural_do_Faial
Caldeira: http://www.siaram.azores.gov.pt/vegetacao/zonas-humidas/caldeira-faial/1.html
Vulcão dos Capelinhos: http://www.siaram.azores.gov.pt/vulcanismo/vulcao-capelinhos/_intro.html
Jardim Botânico do Faial: http://www.siaram.azores.gov.pt/centros-interpretacao/JardimBotanico-Faial/_intro.html
C.I. do Vulcão dos Capelinhos: http://www.siaram.azores.gov.pt/centros-interpretacao/ci-capelinhos/_intro.html

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Colcha de retalhos...


A minha vida é uma colcha imensa de patchwork (retalhos). Tem pedaços lindos, tem pedaços menos lindos e até tem pedaços feios. Acreditem, é linda a minha colcha, é linda a minha vida. O efeito é fantástico. Resumindo, a luz da felicidade irradia da minha colcha, da minha vida. Tem sido uma bela obra, este entretecer de pedaços tão díspares quanto harmoniosos...

E mais não digo, para não esborratar o desenho aqui esboçado!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Adoecer" - Hélia Correia


Hélia Correia recebeu o prémio literário "Inês de Castro" (nem sabia deste prémio...) com o seu romance "Adoecer".

Li-o em Maio, na Graciosa. Li-o até ao fim. Achei muita graça ao facto da autora dar vida a personagens de quadros e seus autores. Entrava-se na alma de cada personagem que ela desenhava no seu romance, a partir de autores (pintores) e personagens conhecidos. Era estranho, porque, conhecendo determinados pintores e conhecendo determinados quadros com diversas personagens, poderíamos supôr que a sua ficção era realidade. Era como que se cada um de nós pudesse entrar na trama da estória, por conhecer pictóricamente alguns desses quadros. Estranho, muito estranho...
É pesado, o livro. E é pesado porque a melancolia e neura da personagem principal, nos incomoda do princípio ao fim. Como que se ela tivesse vindo ao mundo (ao livro) para nos perturbar com aquela bipolaridade. Chato!...mas divino o conceito deste desenho literário. Belíssimo livro, apesar de fazer "comichões" as atitudes da personagem principal e de seu amado(?).

Parabéns, Hélia Correia. Um modo diferente de desenho literário!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Deolinda - Parva que Sou, Coliseu do Porto. Assim damos a volta a isto!



"...que mundo tão parvo
que p'ra ser escravo
é preciso estudar..."

Como podem estes jovens pensar em filhos?
Desempregados? Com recibos verdes? Precariedade no trabalho? "Geração sem remuneração"...

Este é um país em vias de extinção. Gerações que não terão filhos, porque o país não lhes dá hipóteses, não lhes dá segurança, não lhes dá trabalho. Não sei, receio o fim deste país, destes países, desta Europa.

(A crise no Egito vai ter repercussões terríveis na Europa, já que todos dependemos do Médio-Oriente por causa do petróleo, cujo preço interfere em toda a nossa economia e por conseguinte nos nossos propósitos de cumprir os ditames da União Europeia. O desemprego, a incapacidade de produzir o que quer que seja, vai fazer dos países do Sul novos polos de ebulição social.
Não vai ser bonito...)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tó Zé - gato vadio

Alimentando gatos vadios, num quintal da ilha Graciosa.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in Expresso






Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.

Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.