segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Resolvi apanhar araçás ...

Resolvi apanhar os araçás que caíram com este vento. Cai-me um brinco... no tuperware dos araçás... Tive sorte!










Depois resolvi arrancar ervas (crescem desalmadamente) durante uns 3/4 de hora e o outro brinco foi-se e eu não dei por nada...e não há nada a fazer...
AI, COMO EU GOSTAVA DAQUELES BRINCOS!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Para o meu sobrinho Pedro

Aqui está o novo cais. Achas que vai andando a bom ritmo?











Descobriste a nossa casa?

sábado, 9 de outubro de 2010

AMOR - "...o Belo entre as Ruínas"- de Eduardo Bett. Pinto





O amor é o mais simples e o mais abrangente dos sentimentos. E o mais complexo. Interessa-me como experiência de vida e participação solidária. Interessa-me, em suma, como uma visão que remedeia a apatia e a castração social no mundo em que... vivemos, tão egocêntrico, tão voraz até ao vómito na sua ganância desmedida. Interessa-me também sob o ponto de vista filosófico e artístico. O que por aí anda - o tal romântico -, parece-me cada vez mais um produto da cosmética dos nossos dias, banalizado e sem consistência, do que um sentimento verdadeiro. Ou seja: uma folha de água no vazio ao sabor da corrente. O que é não pode deixar de ser. Noite é noite, dia é dia. O absoluto existe com os seus indissolúveis contornos. O amor não é posse mas cortesia, carinho, tempo, paciência, etc, etc. Quero, para mim e para os outros, algo melhor do que uma palavra. Um amor que viva e renasça entre cinzas e contrariedades. Traço o meu caminho ao encontro do imponderável e do utópico. Que não esteja órfão do coração. E assim procuro o belo entre as ruínas.
Eduardo Bettencourt Pinto

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Acho que escrevi um belo pensamento...




Tou farta de dizer: voltem para os campos. Vamos trabalhar os campos.!!! Como é que um país que nada produz pode sustentar-se? ...Vender serviços? Então que sejam os melhores, mas em tudo, porque ninguém se compadece com mediocridade.
Não há criatividade no nosso País. Só o dinheiro consegue tudo... [Há anos, quando fiz projectos com os dinheiros da CEE, um engenheiro novo no serviço, disse-me: "tu és uma excelente arquitecta". Respondi-lhe que SÓ COM ECONOMIA DE MEIOS SE PERCEBE A EXCELÊNCIA; COM DINHEIRO QUALQUER UM É EXCELENTE.] É ESTE O PROBLEMA DESTE PAÍS!!!! Qualquer um com dinheiro é Alguém. É preciso encontrar algum, que sem dinheiro seja Alguém. (epah, acho que escrevi um belo pensamento!!!!)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Amanhecendo...










(...e a Igreja de S. Francisco ainda resiste...)

domingo, 19 de setembro de 2010

Travessia do canal





(por detrás do Pico, lá está S.Jorge...)













Vou mais cedo. Quero apanhar bilhete. É que agora, mesmo em Setembro, há muito turista!

Entro na lancha, mas fico na rua. Quero apanhar ar!!!

Agora, à hora certa, zarpamos a caminho do Pico. Meia horita e está feita a travessia. Mas para mim, não há Tempo. Olho a cor do céu, a cor do mar. Vejo as núvens. Respiro a maresia, metendo a cara ao vento. Enterro o chapéu ou boné na cabeça. Não posso deixar de apanhar este ar que me anima, que me sacode, que me faz em comunhão com esta atmosfera de ar e mar, sol e cor, do nosso canal Pico/Faial.
Respiro profundamente e entrego-me ao deleite desta travessia...

Mais logo, voltarei...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

...e Deus não criou o Universo?




Acabo de ler um artigo na revista Focus, sobre este tema. Stephen Hawking está a estudar uma teoria sobre a criação do Universo e diz que Deus não foi p’ráqui chamado!!!.
É interessante a evolução matemática ou evolução do pensamento à luz da matemática, a única linguagem universal, sem dúvida. A ciência , a física baseIam-se fundamentalmente na matemática. Não tenho conhecimentos aprofundados , mas tenho, acima de tudo, a capacidade de criar, a capacidade inventiva de entender o não entendível.
Segundo Stephen Hawking, o espaço-tempo, começou do nada, duma pequena faísca que, num turbilhão exponencial libertou, no célebre Big-Bang, o universo conhecido e outros universos que concomitantemente existem, por isso paralelos, sem podermos vê-los, apenas sabêmo-los pela gravitação e expansão quântica.
P’ra mim, que consigo pensar em várias dimensões ao mesmo tempo, porque a arquitectura não é 2 mais 2 dimensões, mas sim 3 dimensões, consigo entender as várias existências dimensionadas em paralelo. A gente sabe que a electricidade anda por aí; a gente sabe que o magnetismo anda por aí; a gente sabe que a gravidade anda pr aí; a gente sabe que as ondas hertzianas andam por aí...e por aí fora. Anda tudo por aí, ao mesmo tempo e no mesmo espaço. Elas não colidem, elas apenas existem (isto não é bem assim, mas vamos supôr que sim)
O problema que as pessoas pôem em relação à criação do Universo por Deus, é simplesmente porque se pensa que Deus é menos do que Ele é. As pessoas reduzem-no a uma figura com dimensão para-humana, e isso é que torna tudo isto incompatível. Acham que Deus tem de ter dimensão material. Temos que saber e ver Deus com uma condição super dimensionavel. Ele é Soberenatural, isto é , não é materializável, mas pode e deve manifestar-se em dimensões perceptíveis pela Humanidade, em condições humanas (por isso o Seu Filho). Ele é Tudo o que existe não material, Ele é a matriz da Vida, seja ela cósmica, seja ela humana. Temos que olhar para Ele como o Princípio e Fim de Tudo, porque a Sua dimensão é infinita e eterna, porque Ele, sendo matriz, é inequivocamente a Grande Alma, a Alma do Universo. E mais, A ALMA CÓSMICA.
Neste turbilhão quântico, tudo é harmonia, tudo é equilíbrio, mesmo o caos, e tudo se resume à Grande Obra em que se manifesta a existência imaterial de Deus. E eu, ser infinitamente pequeno, convivo nesta imensidão de multi-dimensões, tendo consciência de que vivo engrandecendo o Grandioso, simplesmente porque tenho consciência disso.

Margarida de Bem Madruga
Sobre o Atlântico, 16 de Setembro de 2010