domingo, 6 de junho de 2010

Genuíno, meu rico primo Genuino





Quase na curva da estrada, ali no PALMO do GATO, entre as duas companhias, a de CIMA e a de BAIXO, isto é a meio da freguesia de S. JOÃO, ilha do Pico, num dia de inverno, 9 de Dezembro de 1950, ano Mariano, nasce este meu primo que agora vos apresento.

Genuino é o segundo filho, o primeiro do sexo masculino, de Maria da Conceição Goulart Madruga que casou aos 17 anos com Alexandre do Amaral Madruga, irmão de meu Pai.

A nossa avó paterna morreu de parto do 8º filho e dividiram seus filhos entre os parentes de S.João e das Bandeiras. Foi um castigo para aqueles meninos, que cresceram e se formaram a partir de todas as dores e saudades que a Vida lhes enviou. Foram forjados com uma têmpera de aço!

Tio Alexandre e meu Pai eram... tão próximos - 13 meses de diferença de idades!!! (era vê-los já idosos ao lado um do outro fazendo coisas em conjunto e não falavam. Não precisavam de falar, tão unidos eles eram). Casaram no mesmo ano de 1943.


...e a vida deu as voltas que tinha de dar...


Genuino era um menino rebitez.
Louro, magrito e rijo, cheio de certezas, tão engraçado que ele era! E levava sempre a sua àvante. Era como ele queria. Mas ele era esperto, muito esperto: sabia sempre o que queria e como queria. Nunca exigiu impossíveis. Tinha a noção exacta do que exigia. Deixava-nos andar no seu triciclo em troca sempre de algo. Se não houvesse troca que lhe agradasse, de certeza não emprestaria o seu triciclo.
...e isto com 5 anos de idade!!!

Desde cedo se evidenciaram nele as competências para o arrojo e aventura calculada. O medo nunca se gerou naquela cabeça de rapaz do Pico, que acima de tudo tinha que experimentar, para tirar conclusões. Foi assim que, numa das suas experiências, rebentou uma garrafa de gás... que não teve conclusões desastrosas, sabe-se lá porquê!

Porque era preciso estudar (!), dei-lhe explicações de Geometria Descritiva. Tinha um talento especial para as noções da geometria no espaço.
Apesar de toda a sua capacidade e inteligência, num dia de primavera de 1969, Genuíno diz-me: “Margarida, não vale a pena dares-me mais explicações. Vou desistir de estudar. VOU DEDICAR-ME À PESCA!!!”. Acabara de fazer 18 anos !

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Tudo o resto vocês sabem...

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Meu primo, meu rico primo Genuíno, agora é que está passando o seu próprio CABO DAS TORMENTAS. Partiu o mastro. Está a 1900 milhas do Pico e só tem gasóleo para 800 milhas. Mas ele é tenaz. Improvisou uma vela e já hoje conseguiu andar 87 milhas. É obra!

SÓ AGORA É QUE TODOS VÃO PERCEBER DE QUE FIBRA E TÊMPERA É FEITO O MEU RICO PRIMO GENUÍNO...


Horta, 11 de Maio de 2009

Margarida de Bem Madruga

sábado, 5 de junho de 2010

1º Aniversário Chegada do Hemingway 2ª Volta ao Mundo

1º Aniversário Chegada do Hemingway
2ª Volta ao Mundo

Bem-vindos !

Domingo 6 de Junho 2010
1 ano depois da chegada.


.............................................CHEGANDO................................





...e, sem mastro, o herói chegou!








..............................................PARTINDO...............................




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"Vens de dar a volta ao mundo
Vens de dar a volta à vida
Mar bravio, mar profundo
Teu barco, vela erguida
contra ventos, furacões
Navegando, em frente, em frente
na rota dos galeões
do Oriente para Ocidente
E tu, sozinho, a lutar
à luz sol, do luar
palmo a palmo,
milha a milha

Vencer
Glória pessoal
Glória para Portugal
Glória para a nossa ilha
Ilha pobre e orgulhosa
Foi nela que tu nasceste
Do teu povo que te tem
O amor que lhe mereceste
Um grande, grande amor
Nossa imensa gratidão
A boca diz,
Só te diz, o que diz o coração."

Poema de Dias de Melo dedicado a Genuíno Madruga

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Daniel de Sá relançou em Pta Delgada...

A ti, Daniel, meu Amigo:

Hoje, por uma nota que vislumbrei na internet, aproveitei e consolei-me a ver a sessão do relançamento dum teu livro, creio que "Ilha grande fechada".
E ainda dizem que a internet nos torna ensimesmados, já que a partilha e intercâmbio de ideias se torna um pouco mais solitária!!! Como sabes, preciso dum tu cá tu lá, olhos nos olhos, mas à falta de melhor, antes assim.
A aparência formal da sessão foi neutralizada pelo jeito descomprometido e descontraído de falar do Manuel Freire. Não consegui ouvir as tuas palavras, mas terão sido parcimoniosas, já que não perdes tempo com congeminações simplórias ou gratuitas. Cada tua palavra é uma pedra duma construção para a eternidade. Nada em ti é efémero, excepto a tua própria vida. Tudo o mais, saído de ti e materializado em palavras, é eterno, porque assim o quis Deus que te deu a verve e tens obrigação de a pôr ao seviço dos outros,isto é, ao nosso serviço.
BENZÓ DEUS!!!




domingo, 30 de maio de 2010

Escorrendo...neblinas e brumaças.


O bolor que assolava a minha alma está tornar-se num caso sério. Já não é bolor, são limos...São limos!!! Esta chuva, verde e cinzenta, verde e cinzenta, mata-me. Transformou a minha alma num poço de limos, peganhento, escorrendo tristezas e cinzas. Aqui não há luz... que me arrebite...que me acolha, que me ilumine... Vade-retro!!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

LAJES do PICO










Esta também é a minha pátria. Poiso aqui, por vezes. Tenho aqui a Helena Maria. Ela é minha Amiga e conforta as minhas dores de alma.

Esta paisagem domina-me... faz-me pequenina e eu gosto. Aconchego-me aqui.

Aqui também VOLTO à CASA da MÃE!

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E AGORA?




Em movimento.
Vai melhorar...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Avé Maria



Talvez ingénuas...sem dúvida inocentes, eis as pinturas que ofereci à Igreja, na minha ilha p'ra onde voltei.

Após a inquietude do IR...a serenidade do VOLTAR. Eis-me aqui!
Até?...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"O Faial e a periferia açoriana nos séc.XV a XX" - colóquio

Este colóquio foi muito útil e agradável para quem, como eu, não percebe nada disto. Foram comunicações de 20m cada, todas elas tão diversas e interessantes. Aprendi outras coisas a que não estava habituada. Gostei.







Pedi autorização aos intervenientes neste pequeno vídeo, para o publicar. Aqui está: