quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Querem o meu auto-retrato? Ei-lo, assim, assim... mais ou menos...

(Pedem-me cada coisa!!! Eu nem sei mexer nisto!!!)
Até aos 12 anos fui terrível: rebelde e maria-rapaz. Levei tanta palmada que descobri ser mais fácil fazer o que os meus Pais queriam.
Quis ser pintora. Meu pai não deixou. Fui arquitecta e amei a minha profissão como quem aprende a amar um "marido por conveniência"...
A arquitectura deu-me a sobrevivência económica e, enfim, agora faço o que quero: sou pintora e divirto-me...
Quando era jovem era bem bonita, mas não tinha noção de mim mesma; agora, que perdi a frescura, acho que... Ah, nem sei o que diga!!!
(ehpá, não sei alinhar nada disto!)
domingo, 14 de março de 2010
Faz hoje 2 anos...
DRÍZIA, ou a password
Marrocos profundo, à margem dos festejos dos 25 anos da subida ao poder de Assan II.
Foram 15 dias percorrendo caminhos recônditos, nesse Marrocos profundíssimo e tão digno, à deriva no Tempo e no Caminho. O sorriso e o olhar eram a única linguagem entendível por aquele povo sereno, pacífico que povoava os lugares não visitáveis, os lugares que não vinham no mapa. (Com este povo tão singelo, assim se pode entender porque Afonso Henriques os desbaratou!). Olhavam para nós com um misto de curiosidade e temor.
E lá íamos nós estradas fora, saboreando o imprevisto e o improviso...
Numa curva de caminho secundário a uma estrada secundária, surge uma jovem que, quando nos vê sentados na erva fazendo um piquenique, fica completamente aterrada. (Já antes, várias jovens esperaram que rapazes viessem em seu auxílio para poderem passar por nós e seguir o seu caminho. Deviam ver-nos como extra-terrestres!). Percebi o embaraço da jovem e, devagar, sorrindo, dirigi-me a ela levando bolachas para a presentear. Que pavor naqueles olhos de menina só! Fui sorrindo e falando todas as palavras que eu julgava saber para que pudessemos comunicar. Nada, apenas pavor...
... percebi que estava apenas em mim a capacidade de poder comunicar e, num rasgo de clarividência, lembrei-me de que FÁTIMA era o nome da filha do profeta.
MILAGRE! Aqueles olhos de menina de 15 anos abriram-se de contentamento dizendo não. Não, não era Fátima, mas sim DRÍZIA!
Meu Deus, que momento lindo! Duas criaturas de Deus, de mundos diferentes, estavam comunicando!!!
Obrigada, Senhor, pela capacidade que me deste em descobrir qual a “password” para poder comunicar com aquela jovem.
De que outras “passwords” precisarei no resto da minha VIDA?
Margarida de Bem Madruga
EIS-ME!!!!!
Seja bem-vindo quem vier por BEM!
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